Texto resumido extraído do manual 
"Gestão de Riscos - AS/NZS 4360: a primeira norma de âmbito mundial sobre Sistemas de Gestão de Riscos"

 

 

 


Fontes Genéricas de Risco e suas Áreas de Impacto

A identificação de fontes de risco e áreas de impacto fornece uma estrutura para a identificação e análise de riscos. Devido ao potencial grande número de fontes e impactos, desenvolver uma lista genérica ajuda a focalizar as atividades de identificação de riscos, além de contribuir para a gestão mais eficaz dos mesmos.

As fontes de risco genéricas e as áreas de impacto são selecionadas de acordo com a sua relevância para a atividade que está sendo estudada. Os componentes de cada categoria genérica podem servir de base para um estudo completo dos riscos.

Fontes de risco

Cada fonte genérica possui diversos componentes e cada um deles pode dar origem a um risco. Alguns componentes ficarão sob o controle da organização que está conduzindo o estudo, enquanto que outros não. Ambos os tipos precisam ser considerados ao se identificar riscos. As fontes genéricas de risco incluem:

a) Relações comerciais e legais (entre a organização e outras organizações. Ex.: fornecedores, subcontratados, locatários);
b) Circunstâncias econômicas (da organização, do país, do mundo, bem como fatores que contribuam para tais circunstâncias. Ex.: taxas de câmbio);
c) Comportamento humano (tanto de pessoas envolvidas quanto de pessoas não-envolvidas na organização);
d) Fenômenos da natureza;
e) Circunstâncias políticas (incluindo mudanças legislativas e fatores que possam influenciar outras fontes de risco);
f) Tecnologia e questões técnicas (tanto internas quanto externas à organização);
g) Atividades e controles de gestão;
h) Atividades específicas.

Áreas de impacto

As análises de riscos podem se concentrar nos impactos causados em uma única área ou em várias possíveis áreas de impacto.

As áreas de impacto incluem:

a) Base de ativos e de recursos (da organização, incluindo as pessoas);
b) Receitas e direitos;
c) Custos (com atividades, tanto diretas quanto indiretas);
d) Pessoas;
e) Comunidade;
f) Desempenho;
g) Programação de atividades;
h) Meio ambiente;
i) Ativos intangíveis (tais como reputação, imagem, qualidade de vida);
j) Comportamento organizacional.

Outras classificações de riscos

É comum diferentes disciplinas classificarem as fontes de risco de outras maneiras, utilizando, por exemplo, termos como perigo ou exposição a riscos. Essas classificações podem ser subconjuntos das fontes de risco listadas anteriormente. Eis alguns exemplos:

a) Doenças (ex.: enfermidades de pessoas, animais e plantas);
b) Economia (ex.: flutuações cambiais, taxas de juros, mercado de ações);
c) Meio ambiente (ex.: ruído, contaminação, poluição);
d) Finanças (ex.: riscos de crédito, desvio de verbas, fraudes, multas);
e) Pessoas (ex.: motins, greves, sabotagem, erros);
f) Perigos da natureza (ex.: condições climáticas, terremotos, incêndios florestais, pragas, vulcões);
g) Segurança e Saúde no Trabalho (ex.: medidas inadequadas de segurança, má gestão da segurança e saúde);
h) Responsabilidade civil pelo fato do produto (ex.: erros de projeto, qualidade abaixo de padrões, ensaios inadequados);
i) Responsabilidade profissional (ex.: aconselhamentos e diagnósticos errados, negligência, erros de projeto);
j) Danos à propriedade (ex.: incêndio, inundação, terremoto, contaminação, erro humano);
k) Responsabilidade com o público (ex.: acessos, saídas, segurança);
l) Segurança patrimonial (ex.: transporte de valores, vandalismo, roubo, apropriação indébita de informações, invasão de propriedade);
m) Tecnologia (ex.: inovação, obsolescência, explosões e confiabilidade).

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