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Terminologia
internacional conforme ISO Guide 73
Probabilidade
(probability)
grau de possibilidade de que
um evento ocorra.Nota 1 - A ISO
3534-1:1993 define probabilidade como "número real na escala de 0 a
1 vinculado a um evento aleatório. Pode se referir à freqüência
relativa de ocorrência a longo prazo ou ao grau de confiança de que um
evento irá ocorrer. Para um alto grau de confiança, a probabilidade se
aproxima de 1".
Nota 2 - Pode-se usar a freqüência em lugar da probabilidade na
descrição de risco.
Nota 3 - O grau de confiança em relação à probabilidade pode ser
selecionado de classes ou categorias como:
- rara/improvável/moderada/
provável/quase certa; ou
- impossível/improvável/remota/
ocasional/provável/freqüente.
E vento
(event)
ocorrência de um conjunto específico de circunstâncias.Nota 1 -
O evento pode ser certo ou incerto.
Nota 2 - O evento pode ser uma única ocorrência ou uma série de
ocorrências.
Nota 3 - A probabilidade associada ao evento pode ser estimada para
um dado período de tempo.
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Dos
riscos "negativos" aos riscos "positivos"
Embora o conceito
de risco esteja ainda bastante associado a perigos e impactos negativos,
cresce rapidamente a sua utilização como "exposição a
conseqüências da incerteza", sendo cada vez mais aplicado tanto ao
gerenciamento de perdas como ao de ganhos potenciais.
Nestes últimos
anos, a Gestão de Riscos, de maneira geral, tem buscado alcançar o
adequado balanceamento entre aproveitar as oportunidades de ganho e
minimizar os impactos adversos. A "nova" GR é parte integrante
das boas práticas de gestão empresarial e é um elemento essencial da
chamada Governança Corporativa. É desenvolvida como um processo
iterativo, composto de etapas seqüenciais, de modo a permitir a melhoria
contínua da tomada de decisões e do desempenho da organização.
Hoje, a Gestão de
Riscos envolve o estabelecimento de uma cultura e infra-estrutura
adequadas, bem como a aplicação de uma metodologia lógica e
sistemática para administrar os riscos "negativos" (de perdas)
e os riscos "positivos" (de ganhos), associados a qualquer
atividade, função ou processo.
Para ser eficaz, a
GR deve estar
"incrustada" na cultura da organização, nas suas práticas e em seus processos de negócio.
Não deve ser vista ou praticada como uma atividade separada.
Vários são os
exemplos de métodos e técnicas, novos e consagrados, que podem ser
utilizados nesse contexto atual da Gestão de Riscos. Para dar uma idéia a
vocês, vou relacionar a seguir alguns deles, classificados de acordo com
o seu uso mais freqüente:
| Técnicas
de identificação de riscos |
Técnicas
e métodos de análise de riscos |
- Brainstorning
- Questionários
- Benchmarking
- Análise de cenários
- Reuniões de avaliação de
riscos
- Investigação de incidentes
- Auditoria e inspeção
- HAZOP
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Riscos
"positivos"
- Pesquisas de mercado
- Testes de marketing
- Pesquisa & Desenvolvimento
- Análise de impactos do negócio
Riscos
"negativos"
- Análise de ameaças
- Análise de Árvores de Falhas
- FMEA
Ambos
- Análise de Árvores de Eventos
- Planejamento da continuidade do
negócio
- Inferências estatísticas
- Medidas de tendência central e
dispersão
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Nas próximas edições, vou explorar essas
técnicas e métodos e as
inúmeras aplicações da GR atual.
Técnica
de Incidentes Críticos
Este foi um dos
primeiros textos que escrevi, em 1978. Nele detalho uma das primeiras
aplicações da TIC, na área de Segurança do Trabalho, cujo
desenvolvimento pode, também, ser direcionado à identificação de
qualquer tipo de fato gerador que queiramos estudar. Para acessar o
texto na íntegra clique aqui.
Para
os que lêem em inglês
Recomendo este outro artigo de
H.
Felix Kloman:
Using
Scenarios.
Leia todas as edições da coluna
Risk Management:
Conheça aqui um pouco da minha
carreira e história.
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