Esta coluna trata não só dos aspectos negativos dos riscos (perdas, ameaças ao sucesso), mas também de seus aspectos positivos (ganhos, oportunidades de benefícios).

 

 A Gestão de Riscos no Século XXI 

Edição 05/2004

                                                                                                               

Terminologia internacional conforme ISO Guide 73

Aceitação de riscos
(risk acceptance)
decisão de aceitar um risco.

Nota 1 - O verbo "aceitar" foi escolhido para transmitir a idéia de que aceitação tem o mesmo significado básico do dicionário.
Nota 2 - A aceitação de riscos depende dos critérios de risco.

Controle de riscos (risk control)
ações de implementação de decisões referentes à gestão de riscos.

Nota - O controle de riscos pode abranger: monitoramento, reavaliação e conformidade em relação às decisões.

Financiamento de riscos (risk financing)
provisão de fundos para cobrir o custo de implementação do tratamento de riscos e de outros custos associados.

Nota - Em alguns setores, o financiamento de riscos se refere apenas ao financiamento das conseqüências financeiras relacionadas ao risco.

Multiplicam-se os estudos de riscos em "joint-group" 

Nos últimos 10 anos, a Gestão de Riscos tem se tornado uma das disciplinas de destaque nas empresas, e cada vez mais tem sido parte integrante obrigatória de qualquer planejamento estratégico organizacional.

Pena que o conceito de gerenciamento de riscos seja ainda adotado de forma dispersa por diferentes grupos e para questões bastante distintas.

Para muitas pessoas ligadas à área de seguros, a Gestão de Riscos é a ciência que se ocupa basicamente dos chamados riscos seguráveis e da redução dos custos de seguros. Para profissionais da área financeira, o gerenciamento de riscos consiste no uso de técnicas sofisticadas de hedging (proteção de ativos financeiros), no manejo adequado de taxas de juros e, mais recentemente, em boas práticas de governança corporativa, incluindo comitês de auditoria e controles contábeis internos.

Para muitos analistas sociais, acadêmicos e políticos, representa o controle de situações que afetam ou podem afetar o meio ambiente, e que são decorrentes do crescente e desordenado avanço tecnológico. Já para administradores hospitalares, por exemplo, pode significar o mesmo que garantia da qualidade dos serviços prestados aos pacientes. E, para os profissionais da área de segurança, traduz-se fundamentalmente na redução de doenças e acidentes do trabalho e de acidentes com danos à propriedade e ao meio ambiente.

Sem dúvida alguma, todos esses enfoques da Gestão de Riscos, apesar de corretos, são incompletos e limitados.

Na verdade, a existência de todos eles advém sobretudo das crescentes incertezas que cercam o mundo em que vivemos. Resulta, enfim, da necessidade que temos de administrar nossas vidas e nossas empresas de forma mais inteligente frente às incertezas, ameaças e oportunidades.

Cada uma dessas faces da Gestão de Riscos, como não poderia deixar de ser, tem seu jargão próprio e utiliza técnicas específicas, qualitativas e quantitativas, muitas delas bastante sofisticadas.

Entretanto, as limitações de tais abordagens residem no fato de focalizarem somente os aspectos negativos de apenas uma parte de todo o espectro de riscos a que as organizações estão expostas, não levando geralmente em conta também os aspectos positivos dos riscos, traduzidos em termos de ganhos e oportunidades de benefícios potenciais.

Apesar dessa dispersão do conceito de Gestão de Riscos, multiplica-se o número de organizações que estão adotando os processos de GR, principalmente, para a condução de Análises de Riscos de Projetos, incluindo aí projetos de novas unidades, modificações/otimizações de processos, ampliações de instalações, aquisições de novas tecnologias e equipamentos etc.

Os estudos de riscos de que temos participado, englobando desde riscos "estratégicos" até riscos tecnológicos - e  respectivas oportunidades de benefícios, têm se caracterizado pelo aumento significativo da aplicação da abordagem que denominamos "joint-group", a qual eu e o meu parceiro de longa data, engº Mario Luiz Fantazzini, propusemos em 1990 como alternativa mais eficaz aos estudos de riscos e de confiabilidade desenvolvidos de forma "fechada" ou "solitária".

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O QSP oferece às organizações em geral os seguintes serviços na área de Gestão de Riscos, conduzidos in loco por Francesco De Cicco e por Mario Luiz Fantazzini:
Estudos de riscos em "joint-group" (Análise de Riscos de Projetos, incluindo as vertentes de análise relativas ao negócio como um todo, à imagem da organização e às questões ambientais, ocupacionais e operacionais).
Palestras para executivos e profissionais de empresas e entidades sobre as novas vertentes e os processos da Gestão de Riscos no século XXI.

Mais informações: 
e-mail: qsp@qsp.org.br
telefone: (11) 3704-3200

Etapas para o desenvolvimento e a implementação de um programa de Gestão de Riscos 
(segundo a norma AS/NZS 4360) 

  • Suporte da alta direção 
    Desenvolver uma filosofia organizacional de gestão de riscos e conscientizar os níveis da alta direção sobre 'riscos'. Isso poderia ser facilitado com educação, treinamento e orientação da direção executiva.

  • Elaboração da política organizacional
    Desenvolver e documentar uma política corporativa e uma estrutura para a gestão de riscos, que deverão ser endossadas pelo principal executivo e implementadas em toda a organização.

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Sabedoria & Humor

Murphologia do Comportamento

O tempo necessário para retificar um erro é inversamente proporcional ao tempo gasto para causar o dano.
Exemplo nº 1 (óbvio):
Leva-se mais tempo para perder x quilos do que para ganhá-los.
Exemplo nº 2 (obvíssimo):
Gasta-se mais tempo para consertar um jarro do que para quebrá-lo.
Se uma determinada situação exige sua atenção integral, você vai ser dominado por uma distração irresistível.
Pré-requisito fundamental para a genialidade de um artista é ele estar morto.
Homens e nações só agem racionalmente quando todas as outras possibilidades estão esgotadas.

A História do Risco

Passagens do livro "Desafio aos Deuses - A Fascinante História do Risco". Nesta edição, recomendo a leitura do seguinte trecho: A Estrutura da Felicidade.

Manuais sobre Gestão de Riscos

GESTÃO DE RISCOS
AS/NZS 4360:  a primeira norma de âmbito mundial sobre Sistemas de Gestão de Riscos.

TECNOLOGIAS CONSAGRADAS DE GESTÃO DE RISCOS
Reprint da coletânea "Técnicas Modernas de Gerência de Riscos“ e do livro "Introdução à Engenharia de Segurança de Sistemas".

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